Diario de Bordo: Volta
08 de Dezembro de 2007 Erfoud a Meknes Km percorridos: 430

Saímos do hotel por volta das 12h e fomos almoçar e fazer umas compras para a família.

Em Erfoud levamos a maior esfrega de marroquinos que alguma vez levamos. Demos graças a Deus por ter saído dali!

Iniciamos a nossa viagem de regresso pelas 16h, bastante tarde para o nosso objectivo de chegar a Tanger ainda hoje.A viagem estava a correr dentro da normalidade, quando o siii de Paulo Ferreira começa a ficar com as luzes cada vez mais fracas, o que indiciava que o alternador não estava a carregar a bateria.

A viatura acabou por parar por falta de alimentação da bomba injectora. Tal aconteceu a cerca de 150 km de Meknes. Uma vez aberto o capot, verificou-se que o cabo da excitação estava desligado (só se fosse o do carro, porque a equipa já tinha qb). Colocado um novo terminal e encostada a bateria ao siii de Rui Caldeira, o carro de Paulo Ferreira estava pronto para seguir viagem. Escusado será dizer que, com isto, já estávamos rodeados de residentes que, para além de nos oferecerem chá, também nos ofereceram estadia. Optamos por seguir viagem.
A cerca de 70 km de Meknes paramos numa vila para jantar. A escolha do restaurante ficou a cargo de Dino. Este "apontou" para um restaurante que caldeira disse ser muito fino. Dino não tem mais nada e leva-nos a uma tasca. O dono da casa estava com uma broa que só visto. Suspeitamos que fosse dos iogurtes.

Tomamos o nosso repasto (onde encontramos, curiosamente, o melhor tagines de toda a viagem) na companhia de umas quantas baratas e partimos sem mais demora.
O nosso objectivo de chegar a tanger a horas ditas razoáveis não foi possível. Ao contrário do que era nossa expectativa, criada na sequência de uma conversa na noite anterior com um dos participantes, não existe qualquer auto-estrada que nos permita ir mais rapidamente de Meknes a Tanger.

Chegados a Meknes, restavam-nos duas alternativas: 1. Pernoitar em Meknes e seguir viagem no dia seguinte; 2. Fazer a viagem directa a Tanger e dormir umas horas nos carros até à hora do primeiro ferry. Optamos pela primeira opção. Procuramos oÍbis e aí nos instalamos. Eram cerca das 24h
09 de Dezembro de 2007 Meknes a Badajoz Km percorridos: 640
Saímos do hotel íbis de Meknes um pouco antes das 9h. Antes aproveitamos para confirmar a existência de alguma auto-estrada mais directa a Tanger ... sem sucesso.

Seguimos por estrada nacional. A paisagem é completamente diferente, muito mais verde. Paramos para comprar lembranças em louça ao lado da estrada numa das muitas “lojas” que ai existem para o efeito.

A cerca de 100 km de Larache Caldeira é novamente mandado parar pela polícia. desta feita, por alegadamente não ter parado num sinal de stop. Curiosamente este terá sido um dos poucos sinais de stop em que Caldeira parou, precisamente por se aperceber da presença da polícia. O mesmo não terá feito Paulo Ferreira que passou pelo policia incólume. Rui chateia-se com o polícia quando este refere que o vai multar e, mais uma vez nos safamos. Somos os maiores!

Chegamos a Tanger a cerca de 10m do horário de partida do ferry. Tivemos, ainda, oportunidade de ser endrominados mais uma vez. Estes disseram que nos metiam rapidamente no barco.

Escusado será dizer que ficamos com uns euros a menos e tivemos que esperar pelo ferry seguinte ... i.e., duas horas de seca.

Chegamos a Tarifa pelas 17h40 (18h40 hora de Espanha). Rumamos até Badajoz, com a direcção do siii de Paulo Ferreira aberta. A parte interior do rasto dos pneus desapareceu! Chegamos a Badajoz pelas 24h (1h em Espanha). Enquanto Rui Caldeira e Paulo Ferreira procuram alojamento, Dino e Silva ficam sozinhos em Badajoz.

Procuram refugio do carro de Rui Caldeira, entrando ao estilo 3 duques através do meio vidro do siii. Nesta operação Silva força o estômago e fica mal disposto. Fomos dormir aoHostal Sevilhana.
10 de Dezembro de 2007 Badajoz a Lisboa / Aveiro / Viana do Castelo Km percorridos: 570
Levantamo-nos às 11h de Portugal. Silva e Caldeira vão tomar banho ao quarto de Ferreira e Dino, depois de terem pago um extra para ter casa de banho privativa que afinal não estava operacional. PauloFerreira foi rodar os pneus nas jantes para podermos seguir viagem com maior segurança.

O resto da viagem decorreu com normalidade até Envendos, onde Silva se voltou a sentar ao volante de um veiculo “rasteiro”. Aproveitou-se para verificar os níveis da caixa e diferenciais. Poucos km a frente, uma viatura da BT coloca-se ao lado do Siii de Paulo Ferreira durante uns largos metros. Satisfeito segue viagem. O resto da viagem segue sem problemas chegando cada um a casa cansado mas feliz pelo regresso.
PROSERIES Desert Team
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