Diario de Bordo: Dia 4
06 de Dezembro 2007 (Merzouga a Erfoud) (Posição Geral 12ª)
Arrancamos para a quarta etapa! Pouco após a partida, na transposição de uma duna, a viatura onde seguiam Paulo Ferreira e Paulo Silva dá um salto e aterra de frente. Tal deveu-se à velocidade excessiva no "ataque" à duna.

O embate foi brutal, tendo o carro de Paulo Ferreira ficado com as rodas abertas devido ao empeno dos pendurais da direcção, facto que se deveu igualmente ao facto de a direcção ter ficado ligeiramente aberta na intervenção em Foum Zguid. Muita sorte não ter capotado de frente. Prova disso foi a expressão utilizada por Paulo Silva que demonstra bem o que se passou: “Cá p#t#.”

Diagnosticado o problema e uma eventual resolução provisória passamos à acção. O nosso objectivo era tentar endireitar minimamente as rodas dianteiras para tirar o carro da areia. Fizemo-lo forçando o pendural direito com o hi-lift contra a mola e torcendo a barra de direcção para a tornar mais curta.

Com as rodas um pouco mais direitas saímos das dunas, não sem antes Paulo Ferreira enterrar o seu siii numa posição complicada, depois de fazer algumas dunas, uma vez mais sem explicação aparente com tracção traseira apenas. Para evitar um eventual capotamento duna a baixo, achamos mais cauteloso usar o guincho do carro de Rui Caldeira.

Procuramos, então a pista que nos conduziria à entrada. Uma vez encontrada paramos para comer qualquer coisa que levávamos connosco e encher os pneus.

Voltamos à nossa viagem. poucos km a diante a viatura de Paulo Ferreira deixa de andar. Duas avarias possíveis: ou problemas na embraiagem ou na caixa de velocidades. Solução ... Rebocar o siii de Paulo Ferreira com o de Rui Caldeira. Seguimos, então assim, viagem. Pouco depois de termos entrado em estrada ultrapassa-nos um carro com marroquinos que pergunta se precisamos de uma oficina ... Uma pergunta retórica quando um carro está a ser rebocado. Foram muito simpáticos e Combinamos segui-los por pista até Erfoud, de forma a evitar problemas com a polícia.

À entrada de Erfoud os locais param para falar com a polícia, julgamos que para não marrarem connosco. A polícia manda parar o trânsito para que pudéssemos seguir viagem. Paulo Silva recomenda a Rui Caldeira para arrancar suavemente, este arranca a fundo… No arranque a guia da corda do guincho de Paulo Ferreira (onde se encontrava fixada a cinta de reboque) é arrancada, mesmo em frente à polícia! Fomos, então, encaminhados para a oficina.

Enquanto o mecânico estava a verificar qual poderia ser a origem do problema (debaixo da viatura) Paulo Ferreira decide verificar se a sua viatura teria tido alguma melhoria ... Por um triz, não pôs o siii em cima do mecânico. A cara deste não foi bonita de ver!

O carro de Paulo Ferreira foi então para uma outra oficina com fossa para aí ser desmontada a caixa e identificar o origem do problema. Entretanto Caldeira e Dino seguem para o ponto de chegada no siii do primeiro, para assim tentarmos obter alguns pontos na etapa. Tirada a caixa, chegou-se à conclusão de que a avaria estava na embraiagem. Um dos freios do disco tinha saltado, eventualmente devido aos saltos cavalares da etapa da véspera. Entretanto Paulo Ferreira dá umas dicas de como gostaria de ver o problema da direcção aberta resolvido. Ficou acordado que seriam cortadas as extremidades da barra de direcção tornando-a mais curta, o que permitiria a redução da divergência das rodas.
Dois mecânicos saíram de mobilete para tentar arranjar o disco e Caldeira veio buscar Paulo Ferreira e Silva para o hotel. Assistido o briefing e jantar tomado, Caldeira e Ferreira vão buscar o siii deste último à oficina.

Regressados Paulo Ferreira referiu considerar que a sua viatura estava em condições para a etapa do dia seguinte, desde que fosse feita a velocidade moderada.

Neste dia obtivemos um 13 lugar entre as viaturas de série. Fomos descansar.
PROSERIES Desert Team
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