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Diario de Bordo: Dia 3

05 de Dezembro de 2007
(El-Kelam’Gouna - Merzouga)
(Posição geral 12º)


Partimos do hotel bem cedo em direcção ao ponto de partida da 3ª etapa, que se encontrava a, aproximadamente, 85kms.

Poucos kms após o início da ligação, parte-se o cabo do acelerador do SIII de Rui Caldeira. Na tentativa de levar o SIII dentro da hora definida para a nossa equipa, a bomba injectora foi colocada em débito máximo. Fruto de algum trânsito e estrada sinuosa que encontramos, Rui Caldeira considerou o carro inguiável nestas condições. Nova paragem!



Como a necessidade aguça o engenho, optamos por nova solução: uma cinta ligada directamente ao controlo de débito da bomba injectora, a sair pelo capot e a entrar pela janela do pendura … Dino transforma-se num acelerador de mão. A ligação prosseguiu dentro da “normalidade”. Chegamos ao local de início da etapa a poucos minutos da nossa hora de partida.


Fizemos a largada e paramos imediatamente de seguida para substituir o cabo do acelerador do SIII de Rui Caldeira e definir a estratégia para a etapa. Cabo substituído, estratégia definida, atacamos com vontade a 3ª etapa.


A parte da manhã, até ao Controlo de Segurança correu-nos razoavelmente bem … sumamos 200 pontos em 8 waypoints. Nada mau, para o que tínhamos conseguido fazer até então. Na verdade eram os nossos primeiros pontos conseguidos através do cumprimento dewaypoints.

Depois do Controlo de Segurança as coisas complicaram-se um pouco. Como na etapa do dia não era permitida a utilização de qualquer estrada alcatroada (o que foi referido no briefing da noite anterior, ao qual no pudemos assistir devido à hora tardia a que chegamos) a estratégia delineada ao início do dia caiu por terra.


Encontrávamo-nos a aproximadamente 60 kms do ponto de chegada em azimute e pouco mais de 3 horas da nossa hora teórica de chegada. Para “ajudar” não estávamos a encontrar a pista que mais nos convinha. Uma vez encontrada a viagem foi, no mínimo, alucinante. Dino volta a ficar impressionado com as potencialidades dos SIII.


Chegamos à meta completamente aos saltos, devido ao trajecto seleccionado … formado por lombas sucessivas. Neste percurso, uma das barras de tejadilho do SIII de Caldeira desprendeu-se. Este e Dino vêem-se obrigados a parar para recolher a barra e as pranchas de desatascamento que se encontravam presas a esta. Neste processo perdeu-se um dos suportes da barra.

Paulo Ferreira e Paulo Silva seguem desgovernados para a meta, onde chegaram 3 minutos para além da hora teórica da equipa … o que nos valeu uma penalização de 45 pontos. Nesta etapa obtivemos, contudo, a nossa melhor (e também pior!) pontuação desde o início da prova.

Rumamos então ao hotel, e qual não foi o nosso espanto e desalento quando percebemos que íamos dormir novamente em tendas … ai que susto (esta é só para quem conhece o vídeo da sra. da televisão brasileira). Na verdade a memória da noite mal dormida numa tenda em Marrocos era bastante recente.

Fomos a banhos, jantar e assistir ao briefing. Publicada a classificação da etapa, qual não foi o nosso espanto quando nos deparamos com uma penalização adicional: “Erro de Soma”.

Aqui temos, sem dúvida nenhuma, que dar os parabéns ao Dino, porque conseguiu validar 2 vezes a nossa soma de pontos, escrevê-la correctamente no verso da folha e transpô-la incorrectamente para o formulário entregue à organização da prova. De facto não é fácil. Resultado: pontos do dia: 220 pts – 45 pts – 15 pts = 160 pts (se tivesse sido o Dino a fazer a conta o resultado seria, com toda a certeza, diferente!).

Uma vez que as viaturas se encontravam sem combustível, ficou combinado que enquanto Dino e Caldeira faziam pequenos arranjos/ arrumações na viatura, Paulo Ferreira e Paulo Silva iriam abastecer o SIII e encher um jarrican para o carro de Caldeira. Demorou menos que um fósforo até os dois Paulos se perderem nas imediações do albergue (que se encontrava já no deserto). De facto tentar encontrar um caminho no meio da noite no deserto não é das tarefas mais fáceis, principalmente porque os GPS estavam em poder da organização. Regressaram assustados, após umas quantas tentativas para encontrar o caminho de volta.

A equipa foi descansar para a etapa do dia seguinte, que se afigurava complicada … essencialmente dunas.

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PRSERIES Desert Team

 
 

 

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